História da ACLe

 

Em Criciúma, no início dos anos 90, um grupo de pessoas, sob a orientação da Professora Iris Guimarães Borges, começou a reunir-se para estudar, discutir e escrever sobre literatura. Foi o início do CALLP – Centro de Atendimento à Literatura e à Língua Portuguesa. E logo vieram as publicações em jornais, a revista "Jornal Literário"- com cinco números publicados -, as antologias de poemas e diversas edições individuais. Entre 1995 e 1996, aconteceu o primeiro movimento para a criação de uma academia de letras.


FUNDAÇÃO:

A Academia Criciumense de Letras foi fundada em 25 de abril de 1997, no auditório do Centro Cultural Jorge Zanatta, na rua Coronel Pedro Benedet, nº 269, Centro, em Criciúma, SC. Foram seus fundadores: o Sr. Júlio César Lopes, Presidente da Fundação Cultural de Criciúma, a Senhora Sayonara Emerich Lentz Meller, Secretária de Cultura da Fundação Cultural de Criciúma, a Senhora Iris Guimarães Borges, Diretora do CALLP – Centro de Atendimento à Literatura e à Língua Portuguesa, a Senhora Dahil Formanski e o Sr. Wanderlei Skroch Margotti.


COMISSÃO FUNDADORA:

Esse grupo, denominado Comissão de Fundação da Academia Criciumense de Letras, passou os meses seguintes organizando o que seria a ACLe. A primeira preocupação foi buscar modelos de estatutos com a Academia Catarinense de Letras e de outras academias, até a definição pelo próprio: "uma associação sem fins lucrativos, de duração ilimitada e com o objetivo principal de cultivar a língua vernácula como arte de expressão e promover a defesa dos valores culturais do Município de Criciúma, especialmente no campo literário". Através de correspondência enviada a historiadores, representantes da OAB, UNESC, Associação de Jornalistas e Secretaria Municipal de Educação, algumas pessoas foram designadas para formar uma comissão de consultores e auxiliar na indicação de nomes com tradição e expressão no meio cultural do município, que viessem compor uma academia de letras. Como idealizadora e fundadora da Academia Criciumense de Letras, a Professora Iris Guimarães Borges indicou oito nomes integrantes do C ALLP – Centro de Atendimento à Literatura e à Língua Portuguesa. Entre as várias reuniões registradas em atas, a comissão optou por ser vinte e cinco (25) o número de acadêmicos efetivos e perpétuos, todos indicados ou convidados, vindo a ser esses primeiros os Patronos titulares das cadeiras a serem ocupadas. Nem todos os escolhidos eram escritores, mas pessoas de expressão no meio cultural do município e comprovada cultura literária. Em virtude do falecimento do poeta José Henrique Girão, a 09 de maio de 1997, nome indicado para ocupar uma cadeira da ACLe, a comissão decidiu homenageá-lo como Patrono da Academia Criciumense de Letras. "Casa de José Pimentel" foi o nome escolhido para a sede da ACLe. O símbolo foi escolhido por concurso, lançado através de edital. Em 2007, no ano do seu décimo aniversário de fundação, e de acordo com o seu Estatuto, a ACLe decidiu ampliar para vinte e oito (28) o número de suas cadeiras.


INSTALAÇÃO:

A instalação da Academia Criciumense de Letras e a posse dos 25 acadêmicos aconteceram em Sessão Solene, no Teatro Elias Angeloni, a 14 de novembro de 1997, com a presença do Presidente e do Vice-presidente da Academia Catarinense de Letras, os ilustres Acadêmicos Paschoal Apóstolo Pítsica e Lauro Junkes, respectivamente, que fizeram a entrega do fardão e do anel a cada acadêmico. No mesmo evento, a Academia Criciumense de Letras, através de seu primeiro presidente eleito, o Acadêmico Gundo Steiner, foi homenageada pelo Acadêmico Paschoal Apóstolo Pítsica, com a medalha da Academia Catarinense de Letras.